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Este não é um site convencional, até porque também
não somos um canil convencional. Seríamos uma família, uma matilha,
não sei...
Em geral os sites descrevem as características físicas e
comportamentais do westie, suas qualidades, seus defeitos (se é que
existem) . Preferi contar aqui a história dos meus cachorros, suas
gracinhas e estripolias, nosso início vivendo na Toscana e o encontro
com Jack, o grande campeão que, quis o destino fosse nosso vizinho,
morador da Rui Barbosa, quando nos mudamos para o Rio de Janeiro. |
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Tudo começou em 98, quando indo morar na Itália
adquiri em Roma meu primeiro westie.
Foi amor à primeira vista e ficamos tão felizes os dois com esse
encontro que o batizei de Felice.
Ele me ensinou quão adoráveis são os westies e como pode ser profunda
a ligação de uma pessoa com um animal. Existe um diálogo, mesmo que um
fale e o outro só saiba latir, com entonações diferentes, é claro.
Eu aprendia o italiano e ele foi se tornando “bilíngüe”, atendia às
ordens em português e italiano. “Conversava”com as netinhas gêmeas de
meu marido, que por sua vez também aprendiam algumas palavras em
português – um total intercâmbio lingüístico.
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Felice com
Francesca. |
Felice com
Alessandra |
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Foram pelo menos três suas viagens Roma-Rio-Roma e uma das sua
histórias engraçadas se deu exatamente num vôo da Alitália.
Eu havia dado um sedativo para que ele dormisse e abri a porta de sua
caixinha para que tivesse mais espaço para se deitar. Só que quando o
avião apagou as luzes, eu e meu marido adormecemos. Lá pelas tantas
acordei e Felice não estava em sua caixa. O avião às escuras, todos
dormindo e eu andava cautelosamente pelos corredores tentando
encontra-lo. Fui até o fim do avião, atravessei para o outro corredor
continuando minha procura, chamando seu nome baixinho. Quando chego à
próxima ilha o encontro no colo do aeromoço, que ele já havia cativado
e que lhe fazia carinhos afetuosos. Pedindo mil desculpas o levei de
volta para a caixinha.
Infelizmente Felice nos deixou muito cedo porque numa das vindas ao
Rio, durante seu passeio matinal, comeu, sem que eu percebesse, um
pedaço de carne cheio de chumbinho e morreu 45min. depois. Uma perda
que dói muito até hoje e que não me permitiu substituo-lo durante todo
o ano que se seguiu.
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No início do ano de 2000 tive conhecimento de que
uma linda ninhada havia nascido num canil que ficava a 2 horas de
minha casa e que por se situar ao lado do rio Arno, que corta a cidade
de Pisa, chamava-se “della Riva d’Arno”.
Entrei em contato com eles, peguei um trem e fui conhece-los. Era uma
casa de dois andares com um jardim não muito grande. Lá moravam Lorena
e Giovanni e os cães. Como ainda fazia frio os cachorros dormiam no
andar de baixo e durante o dia ficavam soltos no jardim. Não havia
cercados para eles.
Escolhi uma fêmea desta vez e como estavam na ninhada com a letra Q
dei-lhe o nome de Queenbee – abalha rainha. Por esse motivo quando
tive que dar um nome a meu canil achei que Regina dÁrno era perfeito
já que ela é a minha Rainha do Arno.
Queenbee nasceu no dia 14 de janeiro de 2000, o mesmo dia e mês que
minha única filha.
Como é costume na Itália, o cão ao nascer é tatuado com o seu numero
de registro e quando você passa a ser seu proprietário esse número vai
figurar ao lado de seu CPF.
Em abril Bee já estava em nossa casa e as gêmeas já tinham crescido,
como se pode ver pela foto.
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Em julho de 2000 passamos 15 dias viajando pelo
norte da Itália e Bee, com 7 meses ficava nos hotéis e ia conosco aos
restaurantes com um comportamento nota 10, digno de uma “educação
européia”.
Em outubro voltamos a morar no Brasil e em seu primeiro passeio, na
manhã seguinte à nossa chegada, conhecemos um simpático Professor,
dono de dois Yorkshires, que falou da existência de um cachorrinho da
mesma raça, que também morava ali perto e que se chamava Jack.
Deixo à sua dona o prazer de falar sobre ele.
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Jack foi um presente dado por minha, não foi
um cachorrinho que eu busquei, nem uma raça que escolhi. Eu ficava
olhando para ele e me perguntando : o que vou fazer com um cachorrinho
branco, de pelo longo e pata curta, no Rio de Janeiro. Pois esse
pequenino westie, com as orelhas felpudas e aqueles olhos bem pretos,
me conquistou de tal forma que eu nunca imaginei possível.
Ele foi crescendo com minha sobrinha Mariana ,se adaptando super bem à
vida da família.
Jack vai comigo todos os dia pro trabalho, adora minhas sócias e
recebe muito bem os clientes.
Aos 6 meses, por insistência de meu handler de então, Carlos Isídio,
Jack começou a se apresentar nos concursos e exposições caninas.
Foi um sucesso : 27 exposições e 27 títulos “Melhor da Raça”. Sempre
invicto chegou à categoria de “Campeão Internacional” em dezoito meses
e foi então que comecei a procurar uma fêmea para cruzar com ele.
Não é fácil arrumar uma fêmea com os requisitos da raça e a papelada
em ordem. Tive duas experiências ruins e já tinha até desistido da
cruzá-lo quando, um dia no parque,
nosso amigo comum,o Professor me diz:“Conheci uma italianinha linda
para cruzar com o Jack!”
Era a Queenbee, que eu gosto de chamar de Bizinha.
O noivado foi selado entre as famílias e o resto Beatriz já contou.
Tenho a felicidade de continuar convivendo com Armani – rebatizado de
Gaspar – que ficou muito amigo do Jack.
Também a Francisca, sobrinha por parte do pai, nos visita sempre e faz
parte da família.
É realmente uma raça encantadora. São inteligentes, alegres, sociáveis
e carinhosos. Outra qualidade importante para mim é que são cães
fortes e saudáveis.
Jack tem seis anos agora e continua sendo uma fonte de alegria para
mim e uma sucessão de boas surpresas.
Sou completamente fã dos westies !
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Do lindo encontro de Jack e Bee nasceram no dia
10/11/2002 Armani, Anna Giulia e Amanda.
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Bee foi uma mãe extremosa e dedicada. Fez tudo o
que tinha que fazer na hora do parto, nos cuidados dos primeiros
tempos, na amamentação, mas também aceitou tranqüilamente, para meu
espanto, a partida de seus 2 filhotes. Sábia natureza. Na verdade
quando percebeu que uma filha ia ficar, dividindo com ela o espaço mas
sobretudo a atenção, passou uns 2 ou 3 meses bastante aborrecida.
Pouco a pouco passou a brincar a se divertir com a filha, que devemos
admitir já não ter tido a mesma educação tão européia e portanto é
bastante mais brincalhona, levada, barulhenta. Digamos que Bee
tornou-se até mais “solta” a partir do convívio com a filha. |
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A CARREIRA ARTISTICA DE ANNA GIULIA
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Extremamente alegre, afetuosa e brincalhona, Anna Giulia começou a
participar de exposições com 9 meses e no período de um ano obteve os
seguintes títulos:
JOVEM CAMPEÃ
JOVEM CAMPEÃ MUNDIAL
CAMPEÃ
GRANDE CAMPEÃ.
Em 9 eventos foi por 5 vezes a MELHOR DA RAÇA
16 vezes a MELHOR FEMEA
6 vezes RESERVA DE RAÇA
Já obteve 1 CACIB e 3 CACPAB |
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